quinta-feira, 21 de abril de 2011

sounds of silence...

E ao cair da noite
Quando o frio atinge a minha nuca
É você que vem a minha mente
E faz-me lembrar de tudo rapidamente

Os sons do silêncio penetram em mim
E já não sei decifrá-los como antes
Não sei entendê-los
como um dia foi possível

Eles giram e giram dentro de minha cabeça
De repente lhe encontram
E logo, silenciam-se

Tudo que um dia perturbou-me
Ao conhecer-te, apagou-se
Pois foi você que em mim penetrou
E com isso, todo o medo
Espantou

Pois foi você
Que um dia me amou
E com isso, o mais completo coração
Se entregou

addiction...

Sorriso que ilumina minha mente
E faz meu mundo reluzir
Afim de encontrar
Todos os motivos para sorrir

Olhar que me fascina
E de repente me alucina
Até eu não saber o que fazer
Até em seus olhos
por completo me perder

Você é o vício do qual sofro
O motivo de minha loucura
A droga que a cada dia
causa mais sintomas em minha vida


esclareça-me...

O que há tempo não me afetava
Hoje atinge minha alma
Coração contraditório
Eis o que provoca minha lágrimas

Depois de tantos anos
Tal paixão desperta-se novamente
Cria vida própria
E não me deixa viver intensamente

Pois o medo me acerta
Perder o pouco que tenho
Acarretaria no fim de minha mente
E então, nada mais faria sentido simplesmente

Amor que me destrói
Mas ao mesmo tempo me reconstrói
Paixão que me dá vida
E logo, de mim a tira

O que fazer,
para sem isso não sofrer?
Com o que sonhar,
para sem ti sobreviver?

Esclareça minha mente,
e mostre-me o caminho...
Para que assim, ao menos algo
Comece finalmente a fazer sentido...

somos crianças brincando com suas lanças...

Somos crianças
Brincando no teatro da vida
E buscando sempre
Encontrar na última cena
A única saída

Vivemos dentre injúrias
Violência, falsidade e torturas
E ao encontrarmos tal resposta
Não a enxergamos

Pois crianças como nós
São ingênuas
E preferem a brincadeira
Onde possam vencer
Deixando para trás
Aquelas em que o mundo pode sobreviver

E no fim da peça
Percebemos o quanto perdemos
E talvez um dia imaginemos
Que de tudo que fizemos, nada adiantou

Porque ao fim da apresentação
Até os aplausos nos deixou...

desde aquele dia...

Se teu olhar não me afetasse
Talvez eu não enxergasse
a beleza de viver
E se meu coração não batesse
a cada sorriso teu
Talvez eu não entendesse
a magia de sorrir ao te ver

Porque mesmo antes de te conhecer
Meu peito já pulsava por você
Pois desde sempre
Meu destino foi te ter

E desde aquele dia
Que em minha direção
você sorria
Meu mundo se realizou
E finalmente entendi
o que é realmente, o amor!

inconstância...

Inconstância...
Surge a partir de uma ânsia
de te ver
Do desejo de você

No entanto, tudo cessa
E então vem a pressa
de fugir
Por medo de cair

Pois em um dia
Tudo bem
E no outro,
já nada mais convém.

Inconstância...
Que me assusta,
Que me espanta
E me derruba.

Inconstância...
Que destrói meus sentimentos
E deixa-me aos lamentos
Sem você.

miss you...

Como traduzir sua falta em minha vida?
Como explicar a dor de sua perda?
Como aceitar
Que aqui, nunca mais estará?

Como esconder o sentimento
que bate no peito?
Como omitir do mundo
tal sofrimento?

Solução não há
Mas é dor que cessa
Em um simples lacrimejar

Coração que se aperta
Com uma única lágrima
a derrubar.

Essa perda em minha vida
Sempre presente estará
E hoje encontro uma única saída:
Mesmo que o tempo tente apagar
as lembranças que deixou,
De meu coração, jamais irão se dissipar.